Foto candidato 55,49%´- Dilma 70.325 VOTOS Foto candidato 44,51%- Aécio 56.409 VOTOS Diferença a favor da Dilma: 13.916 votos de frente Hoje, de fato, é um dia de muitas alegrias. Hoje estou comemorando não só a vitória da minha candidata, mas o que essas eleições representaram para o povo brasileiro. Há mais dois meses, quanto a campanha começou a esquentar, ouço falar da forma agressiva e inescrupulosa que o PT vinha conduzindo as eleições. Me abstive de comentar à época porque era preciso conhecer de fato os ataques para avaliarmos, como o povo brasileiro avaliou ontem, até onde denúncias e ataques são reais ou não. A disputa faz parte do jogo democrático. A inverdade não. Tenho para mim que as redes sociais tiveram papel fundamental nessas eleições. Isso porque com tantos ataques e denúncias, a maioria infundadas e sem comprovações, vindas da mídia, de forma irresponsável, condenando, mais uma vez, o jornalismo brasileiro a decadência, essas mesmas redes foram o meio de comunicação, para além das brincadeiras, ironias (muitas de mal gosto), que ajudaram a consolidar o fluxo democrático da informação. E é nesse ponto que avalio que essa campanha avançou. Avançamos para enxergarmos, e já venho defendendo isso a alguns anos, que a mídia perde cada vez mais espaço e vira instrumento partidário, assim como vários coleguinhas da imprensa, para defender interesse de poucos e tentar manipular muitos. Mas, a população brasileira amadureceu. A internet, graças aos governos Lula e Dilma, foi democratizada. Seja por Iphones ou smartphones, as pessoas acessam todo tipo de informação. E fazem suas próprias análises. E é isso que esteve em jogo ontem. Sobre a corrupção, ponto chave que a maioria dos que defendiam Aécio, ou simplesmente condenaram o PT, afirmo que, infelizmente, faz parte da alma humana e que não podemos afirmar que a corrupção será exterminada. É de extrema inocência os que desejam isso. Não podemos popularmente como se diz colocar a “mão no fogo” por todas as pessoas, sejam políticos, familiares, amigos. O que podemos fazer, e Dilma sempre fez, é deixar que investiguem, colaborar no que pudermos e, baseado em provas, deixar que a Justiça faça a sua parte. Não adianta negar a corrupção. Ela existe e está no meio de nós nas menores ações da vida. É preciso é combate-la e puni-la. Outro ponto que é possível e para coibir ao máximo a corrupção, no caso da política, é erguer a bandeira da reforma política. Precisamos avançar nesse sentido. Somente acabando com o financiamento empresarial é que acabaremos com os interesses econômicos nas eleições que financiam (todos) candidatos e a corrupção. Mas não para por aí. Precisamos sim ir para a rua para lutar por outra bandeira que libertará parte da população que ainda se guia por meios de comunicação que se tornaram meros panfletos partidários. É preciso retomar o jornalismo independente e imparcial. E somente uma Regulamentação da Mídia conseguirá minimizar o aparelhamento partidário que a maioria dos meios de comunicação se tornou. Fora isso, defendi o Governo Lula, defendi o Governo Dilma e defendo o PT. Por que? Não é porque tenho uma boquinha no governo, como muitos tentaram desqualificar. Não tenho. É porque acredito que apesar de todos os problemas de gerir um Estado, e aponto aqui (e sempre critiquei isso) a inabilidade política e de diálogo deste atual governo, conseguimos avançar em pontos importantíssimos para o desenvolvimento social e econômico do nosso país. Eu pude viver a criação do Fome Zero, do Bolsa Família, seus avanços e fracassos de gestão, as diversas políticas inclusivas dos governos do PT, e a condução da política econômica. Não, não estamos em crise. Não, não vivemos no mundo de Sofia. E nunca viveremos porque não somos uma ilha. As políticas de transferência de renda são importantíssimas porque representam o passo inicial não só para garantir o mínimo necessário para a sobrevivência (e muitas vezes me perguntei como que uma pessoa consegue viver com R$ 50, R$ 100), mas uma nova movimentação na economia local, que gera uma cadeia de fato virtuosa de crescimento, com geração de empregos, novas oportunidades de pequenos negócios, melhoria de vida, oportunidades de conhecimento. É assim que o mundo gira e é assim que o Brasil girou e virou o disco da miséria. Há muito o que avançar. Mas estamos no rumo certo. Tenho certeza que o PT fará suas análises, frente ao resultado das urnas. Críticas são peças importantes para o amadurecimento político da gestão, das alianças e da condução política de todas as ações que permearão o governo daqui pra frente. E a cada derrota que temos é mais um golpe para acabar com a soberba e a arrogância, que existe de todos os lados, e que também é da alma humana. E que tomemos como lição do dia a dia que sim, essa mesma soberba, arrogância, e principalmente, hipocrisia é que levam a política a negação, o povo ao ódio e ao preconceito, e segrega um País. Vamos em frente, com autocrítica de ambos os lados, políticos ou não. Vamos participar da vida política do nosso país porque a negação a ela não nos fará avançar. Não é o individualismo que trará ao Brasil mais desenvolvimento. Avante!
Comissão da Verdade: veja o discurso da presidente Dilma
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Dilma escolhe os ministros que vão representar o PMDB no governo
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, continuará no cargo. Edison Lobão vai voltar ao Ministério de Minas e Energia. Pedro Novaes fica com a pasta de Turismo e Garibaldi Alves Filho, na Previdência.
A presidente eleita Dilma Rousseff escolheu nesta terça os cinco ministros que vão representar o PMDB no futuro governo.
Entra e sai na residência do Torto. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi o primeiro chegar e ficou duas horas com a presidente eleita. Depois, o coordenador da transição, Antonio Palocci, que participou da reunião com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi e, em seguida, do almoço com o vice Michel Temer, que preside o PMDB.
Segundo fontes da equipe de transição, nesse almoço foram feitos os últimos ajustes sobre a participação do PMDB no futuro governo. O partido deverá ficar com cinco pastas, sem contar peemedebistas indicados pela própria presidente eleita.
O atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi, deverá continuar no cargo; Edison Lobão deverá ser reconduzido ao Ministério de Minas e Energia; o deputado Pedro Novaes deverá ser ministro do Turismo e, para o Ministério da Previdência, o PMDB indicou o senador Garibaldi Alves Filho.
Ainda segundo fontes da transição, Dilma Rousseff aceitou mais uma indicação, desta vez, na cota do vice, Michel Temer. A Secretaria de Assuntos Estratégicos deverá ser entregue ao ex-governador do Rio Wellington Moreira Franco.
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que assessora a Presidência da República, dará peso a essa secretaria, que ainda terá a missão de apresentar um projeto de saneamento básico e de aproveitamento de resíduos sólidos. Portal do JN.
Leia mais no Blog da Dilma: BLOG DA DILMA 13: Dilma escolhe os ministros que vão representar o PMDB no governo
Entrevista de Dilma ao jornal Washington Post
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou discordar da abstenção do Brasil em votação na ONU de uma resolução que condena violações de direitos humanos no Irã. A declaração foi dada em entrevista concedida por Dilma ao jornal americano The Washington Post, publicada na edição de ontem. Leia aqui a íntegra da entrevista.
A resolução a que se refere foi votada e aprovada na Assembleia-Geral das Nações Unidas há duas semanas. O texto aprovado cita preocupação com casos de tortura, alta incidência de penas de morte, violência contra mulheres e perseguição a minorias étnicas e religiosas. Foram 80 votos a favor da resolução da ONU, 44 contra e 57 abstenções. Além do Brasil, se abstiveram Índia, África do Sul e Egito.
"Minha posição não mudará quando eu assumir o cargo. Não concordo com a forma como o Brasil votou. Não é a minha posição", disse ela ao jornal americano. "Não sou a presidente do Brasil [hoje], mas me sentiria desconfortável, como uma mulher eleita presidente, em não dizer nada contra o apedrejamento", disse Dilma.
O tema do apedrejamento está na pauta internacional desde que a iraniana Sakineh Ashtiani foi condenada à morte por supostamente ter cometido adultério. Entidades de direitos humanos dizem que ela foi forçada a confessar o suposto crime.
"Eu não concordo com práticas que tenham características medievais [no que diz respeito] às mulheres. Não há nuances. Não farei nenhuma concessão nesse assunto", afirmou Dilma.
Na semana de sua eleição, Dilma já havia afirmado que se opunha à decisão do governo do Irã. "Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da iraniana. Não tenho status oficial para fazer isso, mas externo que acho uma coisa muito bárbara o apedrejamento da Sakineh."
Apesar das críticas, Dilma defendeu a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na questão iraniana e disse que ele sempre atuou em prol dos direitos humanos. "Lula tem o seu próprio histórico. Ele é um presidente que advogou pelos direitos humanos, um presidente que sempre advogou pela construção da paz."
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que foi recebido em Brasília, é visto como aliado pelo governo. Em uma entrevista recente, Lula defendeu novamente Ahmadinejad, dizendo que o iraniano às vezes não é compreendido quando sugere que não houve o Holocausto.
Economia
A presidente eleita afirmou que pretende diminuir o deficit público e reduzir a relação dívida/PIB para 30% --hoje está na casa dos 42%. "Preciso racionalizar o gasto e, ao mesmo tempo, ter um crescimento do PIB que leve o país adiante." Questionada sobre o que entende por "racionalizar os gastos", disse: "Não temos que cortar gastos do governo. Vamos cortar despesas, mas continuar a crescer".
Dilma comparou sua eleição à de Barack Obama. "Pode ser muito difícil eleger um presidente negro nos EUA, como foi muito difícil eleger uma mulher no Brasil." Ela voltou a afirmar que pretende visitar Obama nos dias seguintes à sua posse e informou que o americano foi convidado informalmente a visitar o Brasil.
Fonte: Portal UOL
Dilma telefona para Cabral para se solidarizar com a população do Rio
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Brasília - A presidenta eleita Dilma Rousseff ligou hoje (25) para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para manifestar solidariedade à população do estado, que enfrenta uma onda de violência praticada por criminosos. Dezenas de veículos já foram incendiados e cabines de polícia foram metralhadas nos últimos dias. A informação foi confirmada por interlocutores da equipe de transição.
Dilma também manifestou confiança nas medidas tomadas pelo governo do Rio de Janeiro com o apoio do governo federal. Segundo interlocutores, a presidenta eleita disse que o governo federal está dando todo o apoio e que fará o mesmo quando ela assumir a Presidência da República. Para Dilma, Cabral está fazendo um grande trabalho com medidas energéticas no enfrentamento ao crime organizado.
Edição: João Carlos Rodrigues

