Pesquisa Juventude e Mercado de Trabalho investiga relações e expectativas na educação profissional

terça-feira, 23 de agosto de 2011


19/08/2011

O Centro Ruth Cardoso em parceria com a instituição de pesquisa Ideca e apoio do Instituto Unibanco e Itaú Social divulgou ontem a pesquisa “Juventude e Mercado de Trabalho”, que analisou as relações entre as ações de educação profissional, as expectativas dos jovens e as demandas do mercado.

O estudo, que ouviu 880 jovens de 16 a 24 anos, além de educadores, empregadores e gestores de programas que preparam para o trabalho na região metropolitana de São Paulo, levantou oito hipóteses para investigação, entre elas a de que as iniciativas existentes são insuficientes para a demanda e a oferta de educação profissional não leva em conta a necessidade real ou potencial da estrutura produtiva. Outros focos abordaram os modelos de aprendizado e seus métodos de avaliação.

Em relação a esses tópicos, o estudo confirma que as iniciativas de educação profissional não são suficientes nem eficientes, quando considerada a realidade no mercado de trabalho – grande número de jovens desempregados ou ocupados em trabalhos precários e informais, indicando distância entre a oferta de capacitação profissional e a necessidade dos setores produtivos no país.

Quanto à qualidade da educação profissional, o estudo destaca que muitos programas têm a preocupação de usar modelos pedagógicos motivadores, que consideram o aluno o principal ator do aprendizado e sua participação essencial, mas não conseguem implementar na prática essa orientação, resultando em desinteresse do jovem pela capacitação.

Um dos gargalos da educação profissional, aponta a pesquisa, está na avaliação dos programas, que se focam no que foi aprendido, sem explorar resultados que poderiam contribuir para o aprimoramento e atualização das atividades, que se tornariam assim mais atraentes para o jovem. Um dos problemas apontados é que não se fazem diagnósticos do aluno no momento em que ele ingressa no programa, seja em relação a habilidades cognitivas ou sociais, o que impede o ajuste dos programas e de seus métodos de ensino, principalmente por acabarem desprezados os conhecimentos e experiências que o estudante já tem em sua trajetória.

Fonte: Alfasol/Onda Jovem

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