Por :Alessandro Corrêa
Para Osmundo Santana, índice de gravidez entre adolescentes é preocupante
Alessandro Corrêa
A taxa de natalidade reduzida em todo o território nacional se reflete nos números de Divinópolis. De acordo com dados da Vigilância em Saúde, nos últimos dez anos houve redução de cerca de 28% de nascimentos no município. Segundo o epidemiologista da Secretaria de Saúde, Osmundo Santana Filho, isso pode ser explicado pelo fato de a maioria das famílias, hoje em dia, preferir um número menor de filhos.
- É fato que os indicadores mostram uma redução nos nascimentos. A Taxa Bruta de Natalidade mostra qual é o quadro de nascimentos de crianças dentro de uma determinada população. Antes, eram comuns famílias grandes, com muitos filhos. Mas a realidade é outra e essa nova era traz um decréscimo cada vez maior - conta.
De acordo com Osmundo, no ano 2000, 3.017 crianças nasceram em Divinópolis, o que representa um índice de 16,4 por mil habitantes. Em 2010, foram 2.555 nascimentos, mostrando um índice de 11,8 por mil habitantes.
- Esses números são muito significativos, porque a Secretaria de Saúde recolhe dados através de um documento emitido pelos hospitais, chamado Declaração de Nascidos Vivos - DN. É a partir das informações da DN que todo o trabalho da vigilância em saúde é montado - explica.
Informações valiosas
De acordo com o epidemiologista, todas as informações são usadas para combater a mortalidade infantil e melhorar o tratamento imunológico. Os dados colhidos fornecem subsídios necessários para um planejamento das ações que serão tomadas pela Secretaria de Saúde, visando melhorar a qualidade de vida das crianças e das mães.
- O Ministério da Saúde tem um sistema de informações chamado Sinasc (Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos) em todos os 5.564 municípios do país. Com o preenchimento destes formulários há uma coleta de dados com informações valiosas sobre crianças e mães, como por exemplo, a avaliação da qualidade dos partos realizados nos hospitais. Fato de suma importância para que haja uma diminuição significativa na taxa de mortalidade infantil - diz.
Alto número de cesáreas
Algumas constatações são muito importantes para a saúde pública melhorar suas atividades para tentar prevenir, por exemplo, que epidemias por falta de vacinas se espalhem no país. Entre os dados contidos nas DNs colhidos pela Vigilância em Saúde, o epidemiologista cita alguns.
- São avaliados como e onde a criança nasceu, em que bairro, para saber como as Unidades de Saúde daquele bairro ou região terão que agir. Também consideramos o tempo médio de gestação e o tipo de parto, para evitar muitos nascimentos prematuros. É sabido que, em alguns hospitais, o número de cesáreas chega a 70% e isso traz muitos riscos, tanto para as crianças quanto para as mães. Portanto, todas as informações são pertinentes e fundamentais para traçarmos nossas ações - declara.
Mães jovens
Entre as muitas informações colhidas pelas DNs, há uma em especial que precisa ser acompanhada de muito perto: o alto número de mães adolescentes. De acordo com as informações da Vigilância em Saúde, em Divinópolis, em 2010, dos 2.555 nascimentos, 262 mães tinham entre 10 e 19 anos, o que representa 10,3% de todos os partos realizados na cidade.
- Isso precisa ser acompanhado de perto, porque a gravidez de adolescentes pode resultar em nascimentos prematuros. E nascimentos prematuros trazem ao mundo bebês com baixo peso, que por sua vez são crianças com maior risco de morte antes de completar um ano de vida - conclui.
Fonte:Jornal Agora
Taxa de natalidade cai 28% em 10 anos
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
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