Para nós jovens, há um tempo, fazer e intervir na política tem se constituído cada vez mais pelas novas mídias. Na conferência de comunicação isso ficou evidente. Conseguimos levar pautas de modo organizado, seja na realização de conferências livres, seja na representação de entidades como a UNE, para além de um debate de como a mídia interfere na construção de nossos valores, mas também reivindicamos nossa participação, conteúdo produzido nos meios de comunicação e a necessidade de políticas públicas direcionadas a juventude nesta área.
Nós jovens fomos responsáveis, através de nossa organização, por deixar evidente neste espaço que somos diversos e que, portanto, não se pode ter uma imagem caricatural da juventude na mídia como um setor homogêneo, despolitizado, regozijando de um padrão de consumo alcançado por uma pequena parcela da juventude. E não apontamos estas contradições apenas para evidenciar a diversidade, as juventudes como é costumado dizer, mas também para denunciar os efeitos dessa padronização da representação da juventude nos meios de comunicação de massa.
Esses são trechos do excelente artigo de Juliana Bordes, Diretora de Comunicação da UEE-SP, intitulado Juventude e Comunicação, na estréia dela como colunista sobre Juventude no blog do ex-ministro José Dirceu.
Há muito sentia falta de uma produção qualificada sobre os jovens em meio à pauta pela democratização dos meios de comunicação e pela regulação da mídia. Juliana mostrou capacidade propositiva, perspicácia analítica de alto nível e um senso político-geracional sólido, bem mais qualificado que qualquer academicismo que eu conheço sobre o assunto, apesar dela mesma ser uma uspiana de carteirinha.
Comunicação: "A juventude tem apresentado propostas "
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário