SEPPIR e UNICEF lançam campanha nacional “Por uma infância sem racismo”

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SEPPIR e UNICEF lançam campanha nacional “Por uma infância sem racismo”



Secretário Martvs das Chagas ao centro. Da esquerda para a direita, Gabrielle Santos, André Lázaro (MEC), Marie-Pierre (UNICEF), Carmem de Oliveira (SDH) e Fernando José Neto
Ao som de tambores e atabaques, dessa forma se deu a abertura da campanha nacional “Por uma infância sem racismo”. O evento aconteceu nesta segunda-feira, 29 de novembro, em Brasília, no palco do auditório do Ministério da Educação (MEC). Na abertura, representantes de várias religiões se uniram num ato de combate a toda forma de discriminação. O lançamento da campanha nacional foi uma parceria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), com o Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF).

A cerimônia contou com a participação do Secretário de Políticas de Ações Afirmativas da SEPPIR, Martvs Antônio Alves das Chagas; da Secretária nacional de promoção dos direitos da criança e do adolescente da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Carmem de Oliveira; do Secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Lázaro;e da representante da UNICEF no Brasil, Marie-Pierre Poirier.

Além das autoridades, estiveram presentes do lançamento da campanha, os adolescentes Gabrielle dos Santos Oliveira e Fernando José de Moura Neto, moradores da Bahia. Os dois se mostraram conscientes dos malefícios do racismo à vida das pessoas, sobretudo das crianças. Abrindo a cerimônia com um discurso contagiante, a estudante Gabrielle foi enfática ao dizer: “Não se pode julgar a pessoa pela cor da sua pele, o que importa é o que a pessoa traz dentro de si”.

Representando a SEPPIR, o Secretário Martvs das Chagas, falou sobre a importância da campanha e destacou a temática do racismo no Brasil. “O país tem um racismo institucional muito estabelecido (...) Reconhecer o racismo é o primeiro passo, assim como reconhecer que está doente é o primeiro passo para a cura. A sociedade precisa reconhecer que está doente e criar mecanismos para se curar. (...) Ninguém nasce bandido e racista. A sociedade transforma as pessoas”. E concluiu: “Uma campanha como essa mexe com o imaginário, ressignifica o pensamento sobre o racismo. Vamos trabalhar para que seja um sucesso, vamos transformar o Brasil, para que os setores da sociedade que são discriminados tenham lugar ao sol”

Por Comunicação Social da SEPPIR/PR

Abaixo os 10 passos listados pelo UNICEF para infância sem racismo:

1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.

2. Palavras, olhares, piadas e algumas expressões podem ser desrespeitosas com outras pessoas, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer!

3. Não classifique o outro pela cor de pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.

4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apóie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito a crescer sem ser discriminado.

5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa junto ao conselho tutelar, às ouvidorias dos serviços públicos, da OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.

6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.

7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.

8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.

9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.

10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.

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